O home office era uma realidade para poucos até o início da pandemia da covid-19. Muitas empresas pensavam em implementá-lo, mas pouco estava em prática. Possivelmente, para o cenário pós-pandemia, adote-se o modelo híbrido de trabalho.

Uma pesquisa da Accenture, multinacional de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, por exemplo, aponta que 83% das pessoas afirmam que mesclar o home office e o presencial é o ideal dos mundos. O estudo ainda dizia que 40% dos entrevistados se sentem produtivos e saudáveis em qualquer ambiente de trabalho (remoto, alocado ou misto).

Diante disso, já é possível esboçar sinais de como será daqui para frente. Mas, com essa mudança, outras devem ocorrer, como a atualização dos benefícios corporativos. Se o trabalho é remoto, por que não flexibilizar os pacotes de benefícios recebidos?

Um levantamento da Robert Half, consultoria de RH, aponta que 86% dos profissionais acham que seria interessante que alguns benefícios ofertados pelas empresas mudassem daqui pra frente. O estudo ainda enumerou a preferência dos trabalhadores, e os mais importantes são: assistência médica, vale-refeição, vale-alimentação, assistência odontológica, aportes na previdência privada, equipamentos de trabalho como notebook, auxílio financeiro para o home office e auxílio-educação. Vale-transporte e auxílio-estacionamento deixaram de ser preferidos com a mudança do modelo de trabalho e a preferência por notebooks e ajuda financeira para o trabalho remoto ganharam espaço.

A partir desse ranking de preferências, parece surgir uma oportunidade para os benefícios flexíveis no Brasil. Já existem no mercado plataformas que acompanham essa mudança, proporcionando vantagens aos colaboradores que não precisam estar atreladas necessariamente ao bem-estar corporativo. Esses benefícios se expandem em categorias como vale-cultura, para ir ao cinema, exposições, compra de livros, ou ainda vale-educação, destinado a creches, cursos de graduação, extensão e idiomas, ou até mesmo para mobilidade, que engloba a utilização para transportes e locomoção como o uso para aplicativos.

Os benefícios flexíveis estão cada vez mais sendo adotados pelos RHs das empresas. Os colaboradores precisam, além do trivial, poder desfrutar de atividades relacionadas ao seu bem-estar, que se tornam um diferencial proporcionado pela companhia. Isso ajuda a fazer as jornadas de trabalho mais leves, ainda mais neste momento tão delicado e de incertezas que estamos vivendo. 

Raphael Machioni é CEO e Co-founder na Vee Benefícios

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