O autoatendimento foi a aposta de muitos empreendedores para evitar o fracasso de seus negócios durante a pandemia. A forma de consumo se potencializou e consolidou, principalmente no setor varejista, mas muitos se questionam se vale a pena investir neste mercado. De acordo com o CCO da VMtecnologia, Celso Romão Lima, a resposta é sim - tanto para pequenos negócios quanto para os grandes.

“Ele diminui em 30% as filas de atendimento; a empresa ganha espaço para área de vendas; diminui o turnover de funcionários; e estima-se que o retorno sobre o investimento em autoatendimento seja de 09 a 15 meses. Isso sem contar que está em consonância com as questões culturais do momento: o faça você mesmo, a ideia do compartilhamento, otimização de tempo, responsabilidade de consumo desde questões ambientais até desperdício gerado por compras por impulso, entre outras”, afirma.

Segundo uma pesquisa da Global Market Insights, o mercado de autoatendimento deve crescer aproximadamente 11% ao ano de 2021 e 2027. Em 2020 ele ultrapassou $3,5 bilhões e a projeção de valor para 2027 é de $6,5 bilhões. O CEO da VMtecnologia, Eduardo Muniz, acredita que essa valorização está relacionada aos benefícios que o setor oferece tanto para o empresário quanto para o cliente.

“Para o empresário há a gestão de menor quadro de funcionários. Na maioria dos pontos de venda pode-se vender durante 24 horas, sem a necessidade de contratação de mais pessoas. Também é possível estabelecer lojas em espaços compactos, ou seja, uma redução significativa nos custos, permitindo um retorno sobre o investimento muito mais rápido do que a maioria dos tradicionais”, inicia.

Para o consumidor, Eduardo destaca a praticidade, agilidade e disponibilidade de uma jornada 100% de autoatendimento.

“Percebemos que o autoatendimento na ponta funciona muito bem, porque o usuário consegue atender sua necessidade. Quando digo ‘na ponta’ falo das soluções de pedidos em lanchonetes, cafés, redes de fast food. Hoje é mais fácil pedir um lanche no totem do que no caixa com um atendente, pois ali consigo ver com calma as opções, incluir ou excluir ingredientes, mudar o pedido, pagar, tudo no meu tempo. Temos também os caixas automáticos, os totens de check-in em aeroportos, como outros exemplos. O usuário faz tudo, informa ponto de chegada e de partida, preferência do tipo de veículo, forma de pagamento e no final tem o serviço prestado”, complementa.

Diversos setores já atuam com autoatendimento e estão consolidados no Brasil, como as máquinas de vendas de snacks e refrigerantes; micromercados em condomínios residenciais e empresariais; máquinas para ‘pescar’ brinquedos. No entanto, muitos ainda são novidades, inclusive para empresários da área, como máquinas de banhos de cachorros e máquinas de vinho.

De acordo com Eduardo, os empreendedores devem levar em consideração os novos hábitos de consumo e o autoatendimento é um deles. Caso ainda não se sinta seguro por optar por esse modelo 100% é possível adotar o sistema híbrido.

“Nele há um atendente disponível, mas o consumidor pode optar por realizar sua jornada de compra e pagamento sozinho ou utilizar o caixa com o atendente. Esse modelo tem sido adotado por bares e restaurantes, cafeterias, lojas de roupa e supermercados. Assim o empresário tem a oportunidade de otimizar sua mão de obra, e alocar profissionais que estavam fazendo um trabalho totalmente mecânico, como é o caso da etapa de pagamento, para aumentar sua capacidade operacional de entregar. Ou seja, mais entrega de produto e/ou serviço, com o mesmo custo de pessoas”, finaliza.

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