A pandemia do novo coronavírus, a exemplo do que aconteceu em outros países, colocou em cheque o sistema de saúde brasileiro sob vários aspectos. Um deles é o esgotamento da capacidade de atendimento diante da demanda criada pela covid-19. Nesse cenário, a telemedicina foi reconhecida como uma ferramenta fundamental nessa batalha, inclusive pelo Conselho Federal de Medicina e o Ministério da Saúde. Este publicou uma portaria que autorizou o uso dessa ferramenta para atendimento de pacientes durante a emergência pelo novo coronavírus. Na sequência, o projeto de lei foi aprovado na Câmara dos Deputados (25 de março) e pelo Senado (31), seguindo para sanção presidencial. "Essas medidas fazem todo sentido", afirma o CEO da Conexa Saúde, Guilherme Weigert. Afinal, segundo ele, a tecnologia tem muito a contribuir para atenuar o atual cenário de pandemia e o mercado imediatamente percebeu isso. "Em uma semana, a Conexa saltou de uma carteira de clientes que representa cerca de 100 mil vidas para 1 milhão. Em poucas semanas aumentamos em 25 vezes o número de consultas por telemedicina por dia", afirma.

Segundo Weigert, além da teleconsulta, atividade da telemedicina que faz parte do escopo aprovado agora pelo Ministério da Saúde, outros serviços da plataforma da Conexa Saúde também cresceram. Entre eles está a telepsicologia, regulamentada desde 2018. "Esse serviço foi contratado por todos os clientes de nossa carteira já existente que ainda não tinham, que enxergaram na telepsicologia um meio de proporcionar suporte emocional aos colaboradores, muitos deles atuando no front da pandemia", afirmou.

E como atender uma demanda tão grande e repentina?
"O desafio é grande. O cenário imposto pela Covid-19 nos fez tirar da gaveta imediatamente nosso plano de crescimento que já estava elaborado para ser colocado em prática em um ano", conta o CEO. A empresa contratou pessoas para assumir atividades relacionadas à implantação de plataformas, atendimento ao cliente e técnicos. A equipe que era de 25 pessoas passou para 50, com a possibilidade de ampliar ainda mais as contratações. "Em termos de tecnologia, já estávamos prontos para o crescimento da demanda porque pouco antes da explosão da pandemia, havíamos investido em melhorias estruturais, que nos possibilitou ter uma arquitetura tecnológica altamente escalável", diz Weigert.

Negócios e papel social
A Conexa Saúde trabalha para atender a demanda e, claro, para promover o crescimento da empresa. No entanto, também está alinhada ao papel social que a telemedicina tem neste momento. "No cenário atual em que estamos diante da pandemia, que afeta o sistema de Saúde como um todo, nossa tecnologia tem um papel muito importante. Os pacientes precisam ficar em casa, seguindo as determinações do Ministério da Saúde, mas com segurança", afirma. E explica que é isso que a tecnologia proporciona: "o médico pode acompanhar seu paciente por meio do recurso remoto e encaminhar para o pronto-socorro apenas os casos realmente necessários. Isso evita que pessoas que não estejam infectadas com o Covid-19 ou que tenham o sistema imunológico comprometido corram o risco de ir ao hospital ou pronto atendimento, onde podem se infectar. Dessa forma, a telemedicina apresenta-se como uma maneira segura para pacientes e médicos manterem o contato necessário".

Por entender a importância social, a Conexa Saúde também faz parte de um programa do CUBO, maior hub de Inovação da América Latina mantido pelo Itaú, onde oferecem atendimento sem cobrança, para funcionários e seus familiares de mais de 320 empresas.

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