Para oferecer a melhor experiência ao cliente não basta ter as melhores soluções tecnológicas, acesso aos dados e comportamentos do consumidor se não souber o que fazer com essas informações ou soluções. E é aí que o Big Data é sempre lembrado  por todos como uma solução milagrosa.

Sean Doherty, Sales Chief Officer (CSO) da Progress, explica que o primeiro passo para melhorar a experiência do usuário e consumidor é se aproximar dele, “entender como ele pensa, saber o que desperta o seu interesse e interagir com ele de uma forma realmente agradável e intuitiva”. E dá um exemplo. “Viabilizando a rápida criação de sites interativos para venda de automóveis, por exemplo, em que tanto o vendedor quanto o comprador se movimentem de forma natural por intermédio de qualquer dispositivo”.

E como fazer isso? Usando o “caminhão” de dados que o próprio consumidor gera ao usar aplicativos, entrar em contato como atendimento ao cliente, posta nas redes sociais e até em sites como o Reclame Aqui. Mas talvez o maior desafio, como lembra o CSO, é “o que queremos extrair desses dados? O que existe neles de relevante que possa ser processado e transformado em ativos de negócios?”.  Ainda assim, o uso do Big Data ainda é pequeno no Brasil, e mesmo nos Estados Unidos apenas cerca de 10% das companhias utilizam a tecnologia para incrementar seus negócios.

“O que chamamos de Big Data compreende três aspectos da informação que são: o grande volume de dados, a velocidade com que transitam e a diversidade de seus formatos”, explica Doherty. “Não é tarefa muito simples combinar estas três variáveis de forma adequada para a extração de valor. Aliás, nem tanto do ponto de vista tecnológico, já que há repositórios de dados adequados para todos os tipos de arquivos e sistemas de interação pela própria Progress para capturar estes dados em movimento e transacioná-los de forma transparente independentemente do volume ou do formato. Mas, seja no Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer parte do mundo informatizado, estamos em um estágio de início de exploração dos grandes dados, embora os resultados desse novo tipo de computação já seja bastante expressivo”, pontua.

Por outro lado, alguns especialistas apontam o Small Data como uma opção para as empresas. “No ambiente multidispositivos e de grande diversidade de dados, a exploração dos dados pequenos é de interesse de empresas de todos os tamanhos. A inclinação pelo Big Data ou pelo Small Data depende muito mais do tipo de informação que se busca do que do porte da organização”, destaca o executivo. “A exploração do Small Data é essencial, por exemplo, para aquele tipo de operação onde as informações de redes sociais dão de maior relevância para a tomada de decisão de negócios. A análise em tempo real do fluxo de mensagens curtas pode ser um vetor estratégico para que uma empresa se posicione diante da concorrência. Da mesma forma, as empresas podem se tornar mais competitivas se conseguirem gerar oportunidades de negócios a partir de aplicações que rodem em dispositivos com baixíssimo poder de processamento e que são cada vez mais comuns”.

Acesso não é tão caro quanto você pensa
Apesar da oferta cada vez mais comum de soluções hospedadas em nuvem, para muitas empresas brasileiras, o acesso a ferramentas tecnológicas que poderiam melhorar o relacionamento com o cliente ainda é considerado caro. Como mudar essa visão?

Para Doherty, “um dos pontos favoráveis ao desenvolvimento da nuvem é exatamente o seu custo muito menor, por dispensar investimentos em hardware, propriedade de licenças, equipes de manutenção e atualização de estrutura. Se esta visão – de que a nuvem é cara – ainda prevalece, ela não irá durar muito À medida em que o usuário perceber que o serviço lhe permite o modelo mais justo de remuneração por um bem ou serviço, que é o ‘pay as you go’, ou seja, pague apenas e tão somente por aquilo que for usar, sem precisar ser proprietário da estrutura”.

E como novas tecnologias surgem rapidamente, sempre prometendo melhorar a experiência do cliente, apenas dessa forma empresas menores poderão ter acesso às novidades. Por outro lado, o que faz uma tecnologia realmente funcionar e outras não? “As tecnologias que ficaram pra trás são aquelas que não conseguiram estabelecer uma relação afetiva com o cliente”, acredita o executivo. “O usuário precisa gostar de cara da aplicação e não apenas entende-la como algo que o leve a preencher uma necessidade que está além dela. Veja o caso dos serviços de streaming de música. As pessoas não tinham uma necessidade tão grande de acesso rápido à música a ponto de justificar a invenção desses serviços. De fato, foi sua popularização, a custos acessíveis e com interfaces muito simples e atraentes que criou essa necessidade.

Doherty também cita o Google como exemplo. “Quem poderia supor que o Google se tornaria uma necessidade indispensável até o momento em que se popularizou? Ou seja, a tecnologia correta, capaz de proporcionar uma nova experiência, é hoje um instrumento concreto de geração de necessidades, não o contrário”.

E o Brasil?
Para a empresa, o mercado brasileiro é um dos com maior “potencial para os desenvolvedores de aplicações por ter uma população ávida pelas conexões e pelas redes sociais e cada vez mais apaixonada pela mobilidade”, acredita Doherty. O executivo destaca que a Progress “tem uma aliança muito sólida com a indústria de software de negócios no Brasil” e que está expandindo o “compromisso com a indústria de software de consumo e Internet das Coisas. Queremos estar cada vez mais integrados com esta indústria no Brasil a ajuda-la nesse rápido processo de transformação que está em curso aqui, como rápido avanço do mercado de apps, ao mesmo tempo em que ajudamos a integrar nossos tradicionais clientes de estruturas de dados no novo ambiente de nuvem e Big Data”.

Leia a primeira parte da entrevista aqui.

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