De acordo com pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), 63% das grandes companhias nacionais investem em inclusão e diversidade como forma de contribuir para mudanças estruturais da sociedade, 57% para aumentar a eficiência interna e 54% para qualificar a cultura organizacional.

Entre os profissionais, o estudo aponta que 57% dizem que a diversidade e a inclusão foram ampliadas ou se tornaram mais evidentes recentemente. A presença da diversidade também está associada ao aumento da criatividade, à revisão de crenças e ao aumento da empatia. Além disso, em um ambiente empresarial em que se respeita as diferenças e a diversidade é colocada em prática, há redução dos conflitos em até 50% , segundo o IBE, e maior engajamento dos colaboradores.

As melhorias no clima organizacional consequentemente farão com que os colaboradores se sintam mais seguros, acolhidos e reduzirão o índice de turnover da organização. Segundo pesquisa da Harvard Business, nas empresas em que o ambiente de diversidade é reconhecido, os funcionários estão 17% mais engajados e dispostos a irem além das suas responsabilidades.

Com o trabalho com propósito cada vez mais em pauta, é comum que os profissionais busquem atuar em instituições com culturas com as quais se identifiquem. De acordo com pesquisa da multinacional de Recursos Humanos Randstad , 87% dos profissionais de todo o mundo valorizam o tema da diversidade. No Brasil, o índice chega a 91%.

Associações espontâneas fortalecem engajamento
Não por acaso, os Employee Resource Groups (ERGs) - grupos de afinidade formados voluntariamente dentro das empresas -, tornam-se progressivamente mais fortes no meio corporativo.

De acordo com Rhayana Souza, analista de comunicação do Olist, startup que oferece soluções para a venda em marketplaces, "Você pode chamar de comitê, comissão, grupo ou como preferir. No final do dia, todos eles têm o mesmo objetivo: reunir pessoas em prol de um assunto em comum, seja ele voltado a ações sociais, atividades ao ar livre ou temas como diversidade e inclusão."

"Para começar um ERG, não espere que o projeto seja estruturado pelo CEO ou time de RH da empresa. Claro que isso pode acontecer, mas se você acredita que é interessante, converse com outros colaboradores que compartilhem do mesmo sentimento que você e se reúnam para estruturar o grupo." conclui Rhayana.

O Olist é um exemplo de empresa que atua com base na responsabilidade social e busca construir um ambiente de trabalho cada vez mais seguro e engajado para que os colaboradores se sintam bem independentemente de cor, gênero, idade, crença religiosa, classe econômica, orientação sexual ou qualquer outra característica.

Entre as iniciativas propostas estão o Diversifica, Comitê de Diversidade formado por colaboradores de diversos setores. Foi o comitê que criou o Manifesto Olist pela Diversidade , documento que revela o posicionamento da empresa, que busca acolher as diferenças, estimular atitudes positivas e também a prevenir e enfrentar a discriminação.

De acordo com Rhayana Souza, "Antes de falar de diversidade, é preciso olhar para dentro. Por isso, a primeira ação do Diversifica foi realizar uma pesquisa anônima para entender o quão diverso era o nosso quadro de colaboradores. O resultado fez com que o time de RH criasse metas de contratação para trazer mais diversidade para dentro da empresa. Em paralelo, o comitê criou um calendário de ações mensais. A cada mês é abordado um tema em específico. Entre os que já trabalhamos estão diversidade LGBTI+, Setembro Amarelo, Feminismo e Diversidade Racial."

O Coolist, Comitê de Clima e Cultura, também é outra vertente de atuação que envolve a responsabilidade social. Nele, os Olisters - como são chamados os colaboradores da startup - de todos os setores se reúnem para criar ações de clima e cultura com base nos resultados da Pesquisa de Clima e eNPS. Dentro do comitê, também existe uma frente voluntária com foco em ações sociais. Entre elas, arrecadações de bens; doações mensais fixas para o projeto Rede do Bem, do Hospital Pequeno Príncipe, referência no tratamento pediátrico com 70% dos atendimentos feitos via SUS; auxílio a ONGs, entre outros.

"É fundamental que o RH ou o CEO da empresa apoiem e participem das ações do comitê. É imprescindível que a alta diretoria da companhia compre a ideia de construir um time mais inclusivo e com respeito à diversidade. Claro que esse processo é muito mais fácil em empresas que já têm uma cultura forte nesses aspectos, como é o caso do Olist. Se tornar uma empresa que valoriza a diversidade não é somente muito mais lucrativo falando em resultados, como é a coisa certa a se fazer." afirma Rhayana Souza.

Com o potencial de sua equipe e dos serviços oferecidos, o Olist tem, hoje, quase um milhão de produtos cadastrados em sua plataforma e atende mais de 9.000 lojistas e grandes marcas.A startup, que já foi investida pela Redpoint eVentures, 500 Startups, Valor Capital Group e SoftBank - tendo levantado mais de R﹩ 190 milhões em sua rodada de Série C, realizada em outubro de 2019 - está sediada em Curitiba, no Paraná, e atende clientes de todo o Brasil.

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