A cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de violência física no País. Os dados do Instituto Maria da Penha não deixam dúvidas quanto à gravidade da violência doméstica no Brasil. Especificamente na região Nordeste, a inédita Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar (PCSVDF), trabalho da Universidade Federal do Ceará em parceria com o Instituto Maria da Penha e o Instituto de Altos Estudos de Toulouse (França), mostra dados bastante reveladores: três em cada 10 mulheres nordestinas sofreram, pelo menos, um episódio de violência doméstica ao longo da vida.

Com mais de 16 mil colaboradoras em todo o Brasil, das quais 8.400 alocadas em suas cinco unidades localizadas em cinco cidades do Nordeste, a AeC, empresa especializada em projetos de relacionamento com clientes e outsourcing de processos de negócio e infraestrutura, decidiu arregaçar as mangas e, em conjunto com os Centros de Referência da Mulher locais, iniciou um ciclo de palestras com o intuito de informar e conscientizar as suas colaboradoras sobre seus direitos e oportunidades. Com o nome Abertamente, os eventos fazem parte de um programa mais amplo, com foco na diversidade, criado há um ano na AeC, o DiversificAeC.

“A sociedade está cada vez mais plural e acreditamos que seja parte do nosso papel acolher essas diferenças e buscar soluções que tornem a empresa um território de valorização do ser humano, onde todos e todas sejam tratados com respeito e equidade de direitos”, explica Flávia Tomagnini, Compliance Officer da AeC. 

Os números da violência doméstica no Brasil, e, em especial, na região Nordeste, chamaram atenção da empresa, que percebeu na iniciativa de realizar o Abertamente uma ferramenta poderosa para tratar a questão no âmbito corporativo, de forma que possa reverberar na sociedade. Para isso, encontrou no Centro de Referência da Mulher o parceiro ideal. As palestras são compostas por líderes do DiversificAeC e advogadas, psicólogas e assistentes sociais membros dos Centros de cada cidade. “Dessa forma, podemos abranger diversos aspectos da questão, como os direitos legais, e as questões familiares e psicológicas”, comenta a Ouvidora da AeC, Mônica Figueiró. 

Levar informação, motivar as mulheres a difundirem sororidade e solidariedade, ajudá-las a conquistar seus direitos de igualdade e assim promover um mundo com oportunidades iguais, segurança e respeito são as bases do trabalho. 

As primeiras cidades a receber o Abertamente foram João Pessoa (PB), Arapiraca (AL) e Juazeiro do Norte (RN), que, juntas, reúnem mais de 4 mil colaboradoras da AeC. Em três dias, as palestras reuniram em torno de 300 pessoas. “Nossa intenção é atingir todas as colaboradoras por meio da multiplicação das informações pelas participantes às suas colegas”, aponta Mônica. Já estão previstos novos ciclos de palestras nas cidades de Campina Grande e Mossoró. “Vamos, até Janeiro/19, visitar todas as nossas 10 unidades e chegar, assim, a mais de duas mil colaboradoras”, finaliza Mônica.

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