Com o avanço das propostas sobre reforma tributária no Congresso Nacional, empresários se reuniram em São Paulo, na manhã de segunda-feira (17/2), para o lançamento de um movimento e definição de uma ação conjunta contra o aumento da carga tributária.

O grupo que reúne mais de 100 entidades é contrário às propostas de reforma tributária em tramitação na Câmara e no Senado (PECs 45 e 110, respectivamente) e favorável à desoneração da folha de pagamento. O setor de serviços estima que, se aprovada, a PEC 45 promova um aumento substancial da carga tributária das empresas.

“Esse é um movimento para mostrar a força dos setores que defendem o Brasil do século 21”, afirma o vice-presidente da CNS, Luigi Nese. Para Topázio Silveira Neto, presidente do Sintelmark - sindicato que representa as empresas especializadas na relação clientes -, o aumento de impostos significaria corte nos postos e trabalho. “Precisamos gerar empregos e simplificar os tributos. Por isso, somos a favor da desoneração da folha de pagamentos como uma das principais medidas da reforma. O país tem que atuar pelo desenvolvimento de seus negócios”, afirma.

Sozinho, o setor de serviços representa hoje, no país, mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB). No último levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de 24 de janeiro de 2020, o setor de serviços teve destaque na geração de empregos em 2019, responsável pela criação de 382,5 mil novos postos. No comércio, foram 145,4 mil novas vagas e na construção civil, 71,1 mil.