O interesse por animais de estimação cresce no Brasil e no mundo. Somente nos Estados Unidos, quase 85 milhões de famílias têm animais de estimação — número que cresceu de 56% para 68% nos últimos 30 anos, segundo uma pesquisa de 2018 da Associação Americana de Produtos para Animais de Estimação. Nos lares brasileiros, segundo o Censo Pet de 2018, há cerca de 139,3 milhões de bichos, 50% só na região sudeste. Essa evolução acontece por inúmeros bons motivos, como os animais de estimação serem bons companheiros, reduzirem estresse, depressão, solidão, melhorarem o convívio pessoal, auxiliarem na criatividade e produtividade, entre tantas outras vantagens.

E é justamente por esse poder de “terapeutas” que as empresas estão se modernizando e passando a aceitar o convívio deles no ambiente de trabalho. Tudo isso pelo bem-estar de funcionários e clientes. Para os colaboradores, o tempo de concentração exige um esforço mental muito grande e, consequentemente, a fadiga, o que pode contribuir para mais erros passarem despercebidos. Dar um tempinho neste processo exaustivo para fazer aquele caloroso cafuné na cabeça do pet faz o cérebro relaxar, melhorando o foco no trabalho. “Ter o seu pet no escritório relaxa as pessoas, deixa o ambiente mais leve e menos estressante. A correria do dia a dia fica esquecida por alguns minutos, tempo suficiente para que a mente descanse e esteja pronta para voltar à ativa”, afirma Andrea Giugliani, sócia-diretora da Giugliani Advogados, que adotou a prática no escritório da empresa em São Caetano.

Mas não apenas para os funcionários os pets fazem bem. Os clientes tiram grandes benefícios da presença deles no ambiente. “É um modelo de gestão de negócios. Os cães humanizam mais o local. É uma forma simplificada de advogar, mais descontraída e menos engessada. O cliente, que já está passando por algum problema, fica menos tenso com a situação”, analisa. Afinal, quem resiste a uma língua de fora? A geração atual também não está apenas à procura de um bom salário e benefícios, como plano de saúde, mas busca — acima de tudo — a qualidade de vida inserida dentro do ambiente de trabalho (e os pets têm o “poder” de aumentar o nível de serotonina, responsável pela satisfação).

Eles também espantam para longe a inibição social, fazendo com que as pessoas interajam mais entre si — muitos gostam de falar sobre as peripécias e as curiosidades dos seus bichinhos, o que é um bom início de uma conversa saudável. O que as torna também mais abertas para discutir novas estratégias de negócio, deixando-as mais colaborativas em reuniões e aumentando sua produtividade.

O Google, inclusive, é uma das grandes companhias no mercado que adotaram a medida pet friendly em seus escritórios mundiais, assim como no Brasil. A prática já tem sido comum em países como Estados Unidos, enquanto por aqui

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