Um estudo da The Conference Board, uma associação empresarial e instituição de pesquisa norte-americana fundada em 1916, mostra baixa produtividade das empresas brasileiras. Segundo esse estudo, a produtividade por aqui está atrás não apenas dos países desenvolvidos, como da grande maioria de seus pares na América Latina, incluindo todos os países do Mercosul. Só ganhamos da Bolívia. Perdemos, também, da Venezuela.

Segundo Cláudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp, o Brasil está numa situação de estagnação da produtividade: “Patinamos enquanto outros países avançam. Uma economia que não consegue consolidar uma taxa de investimento expressiva não tem ganhos de produtividade”, assinala.

Auditoria de TI – No mundo altamente tecnológico em que vivemos, um fator decisivo para alavancar a produtividade é o uso intensivo de tecnologias de ponta associado à qualificação de pessoal para operar essas tecnologias. Enquanto algumas grandes empresas, que atuam em mercados globais, realizam auditorias periódicas de TI para avaliar como andam seus sistemas e infraestrutura, inclusive no que diz respeito a segurança da informação, as pequenas e médias empresas brasileiras convivem com tecnologias ultrapassadas, que as colocam em permanente situação de baixa produtividade e atraso.

Segundo Sérgio Santiago, Diretor de Operações da MR Consultoria, uma consultoria especializada em implementação e gestão de sistemas, infraestrutura e gestão de tecnologia da informação, a auditoria mostra para as empresas que elas podem mitigar riscos e muitas vezes e até alavancar sua produtividade a partir de mudanças em sua área de TI que não exigem grandes investimentos:

“Um bom processo de auditoria de TI passa por planejamento, execução, relatório de resultados e um detalhado plano de ação para corrigir os problemas e mitigar riscos. As empresas não precisam fazer tudo de uma vez pois os “Gaps” encontrados podem ser categorizados em riscos de grande, médio e pequeno impactos, mas é importante que essa auditoria seja feita por uma organização independente, que não esteja associada a fabricante de equipamentos, por exemplo. Esse plano de ação permite que a empresa ataque os principais pontos, o que traz ganhos significativos”, explica Santiago.

Para o executivo da MR Consultoria, enquanto muitas empresas investem sempre em ações de vendas, elas se acomodam a sistemas adotados em sua fundação, que já são obsoletos e convivem com falhas e problemas que terminam impactando o relacionamento com seus clientes:

“Certamente você já foi a um banco, supermercado, loja ou até mesmo a um cabeleireiro e ouviu a frase: 'estamos sem sistema'. Há inúmeros casos diários de contatos telefônicos com empresas dos mais diversos ramos, de planos de saúde a telefonia, que deixam de ser atendidos adequadamente em função de 'problemas no sistema'. Ouvimos isso todos os dias no Brasil e parece que nos acostumamos. Esses são exemplos de uso precário de tecnologias que acabam afetando a produtividade das empresas”, comenta Santiago.

De modo geral, quando menos a direção da empresa conhece os sistemas que utiliza, mais refém a organização se tornará de seus problemas de TI. Santiago assinala que dada a complexidade crescente das tecnologias e suas conexões, as áreas de TI das empresas relutam em trocar sistemas que já deixaram de ser eficientes com medo de causar mais problemas do que soluções:

“É aí que uma boa auditoria de TI pode ajudar, uma vez que a empresa vai compreender suas fraquezas e forças nesse segmento, podendo fazer uma troca de sistemas planejada e comprometida com o aumento da produtividade e da eficiência no atendimento aos clientes”, explica Santiago.

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